Barrios, pare de fazer merda!
Parafraseando Joelmir Beting, o sentimento de ser palmeirense é algo que ou é impossível de se definir ou é desnecessário de se explicar. Tendo isso em mente gostaria de tentar explicar o “ser humano palmeirense” aquele torcedor fanático, aquele torcedor raiz, aquele torcedor moleque. O hábito do homo sapiens de torcer por esquadras uniformizadas e organizadas é algo intrínseco, presente até mesmo no status QO da sociedade, exemplo: quando você pergunta para um cidadão para qual time ele torce e a resposta é nenhum, o âmago do seu ser sente um estranhamento, algo dizendo para não confiar naquela pessoa.
Todavia dentre todos esses torcedores o palmeirense é um caso curioso, ainda mais o palmeirense moderno, aquele nascido a partir da década de 90 que ou era muito pequeno para se lembrar das grandes conquistas ou não chegou a ver essas grandes conquistas. Esse palmeirense está muito acostumado a ver o time sofrer seja na mão de gestores horríveis, plantéis deploráveis, derrotas humilhantes ou jogadores mercenários.
Por tanto sofrer, sempre que este torcedor vê um jogador um pouco acima da média que tem relativo sucesso dentro de campo já cria um laço emocional em relação a essa pessoa, depositando toda a esperança de um bom campeonato em seus ombros (admito até eu sou assim). Diria que a torcida do Palmeiras é a que cria “ídolos” com a maior facilidade do Brasil, quiçá da América Latina. Exemplo recentes de jogadores bem mais ou menos que em um tempo absurdamente rápido se tornaram ídolos são vários, alguns até tem alguma habilidade, aquele dom para jogar futebol. Kléber Gladiador, Valdivia, Barcos, Alan Kardek e até mesmo o Cristaldo (que não passa de um Muñoz com grife) ganharam seus nomes gritados pela torcida nos estádios, ruas, escolas, escritórios e rodas de amigos
O problema é que desses cinco nomes citados anteriormente três foram verdadeiros mercenários, poderiam até ter habilidade (alguns nem isso) mas suas honras não estavam ao nível que este mando esmeralda exige. Como se o torcedor já não tivesse motivos suficientes para estar desgostoso com o time tinha que lidar com caprichos de jogadores que estavam se colocando acima do clube. Para este digo apenas uma coisa “benção e tchau”! O Palmeiras não precisa de você, nem esta torcida apaixonada.
Visto todo esse histórico de fragilidade emocional do torcedor palmeirense, um jogador do calibre do Lucas Barrios não deveria ter dificuldades para se tornar o ídolo que a torcida precisa e o líder que o time necessita em campo. Habilidade e faro de gol ele tem de sobra, nunca discordamos disso, mas parece que falta vontade em campo. Vejo muito mais vontade em Jesus, Guedes, Xavier, Moisés, Tchê Tchê (que apelido horrível). Sua contratação custou aproximadamente 40 milhões de reais, todo mês entre luvas e salários recebe quase um milhão de reais. Salário atrasado está longe de ser o motivo desse corpo mole em campo. Aí me aparece essa entrevista do Cuca falando que ele quer ir embora.
Barrios, se você não conseguiu se tornar o ídolo que essa torcida fragilizada quer, me desculpe, mas pode ir pra outro time, com o que o Palmeiras gasta com você prefiro que me traga uns três jogadores mais jovens e bem mais produtivos, se você não for capaz de se tornar esse ídolo, se torne capaz de ao menos assumir que não quer ficar aqui. Não queremos outro mercenário nem outro jogador sem o brio que essa camisa verde exige!

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