Sentada de frente pra TV ávida por um gol. Uma cena da infância. Meu time joga bem, o time deles joga mal. O meu tem um bom elenco, o deles é péssimo. Meu lado encanta, é estratégico e duro. Eles são catimbeiros, maquiavélicos, amorais.
Meu
time perde. O deles ganha. Não é justo. Realmente, não é. É
futebol.
Não é bonito. É verdade. Não tem que ser. É outra coisa. É futebol. Pode levantar.
Não é bonito. É verdade. Não tem que ser. É outra coisa. É futebol. Pode levantar.
Portugal empata com a Islândia. Joga mal.
Empata com a Áustria. Não convence.
Então empata com a Hungria. Pepe é um babaca, mas ninguém diz isso porque ele está jogando bem.
Portugal chega nas oitavas de final e vence a, até então, ótima Croácia. Quem é Cristiano Ronaldo?
Empata com a Polônia e avança depois de pênaltis. Cristiano incentiva os jogadores e pela primeira vez na vida estamos convencidos de que talvez algo ali possa ser maior que o ego.
Portugal derruba Gales, todos são educados demais pra admitir que não queríamos Portugal ali.
Portugal chega na final, derruba a anfitriã e conquista a Eurocopa na França.
Cristiano Ronaldo deixa o time no primeiro tempo, o time se adapta, avança. A França cansa e cai no chão.
Não é bonito, não é justo.
Tem dias que o futebol não é de quem quer mais, as coisas se invertem.
É
de quem precisa mais.

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