Mês passado
conheci um cara genial chamado Zé. Ele, no topo dos seus
casi
80 anos, embora jamais tive coragem de perguntar sua idade, adora
futebol. Porém, assim como eu, acaba se frustrando de vez em quando.
Tive a oportunidade de assistir alguns jogos junto com Zé e sempre
que o nível da bola não estava muito bom ele dizia “mas isso é
uma pelada braba!”.
Strange way how we met, foi
quando estive internada no hospital.
Hoje
escrevo esse texto para relembrar o casi tão
grande Zé Roberto.
Zé,
strange way how we met, foi
naquela decepcionante Copa de 2006. Eu era só uma criança, mas
todos diziam que a Copa ia ser legal, que o Brasil ia jogar muito
bem, que era uma questão de tempo até o hexa. Não foi bem assim,
né Zé? Você estava lá, você sabe. Você
lembra. Acho que essa foi a primeira vez que o futebol doeu em mim,
não sabia muito bem o que esperar e acabei criando expectativas
demais. Que erro. Eu era criança.
Eu
era, cresci. O tempo passou e a gente se reencontrou no Grêmio, Zé.
Confesso que minhas expectativas não eram as melhores, ao contrário
de anos atrás, mas você conquistou seu lugar. Você me deu mais
alegrias no Grêmio do que eu poderia imaginar. Gremista quer amar de
corpo inteiro mesmo com a desconfiança. Eu desconfiei, Zé. Depois
acreditei completamente. Você não deixou um título, deixou um
legado. Sua passagem pelo Grêmio serve de inspiração para aqueles
que desejam vestir a camisa tricolor com coração e alma.
Zé,
aqui você brilhou em azul, preto e branco. Sei que continua
brilhando, agora com outras cores. O
futebol é tão honrado em tê-lo quanto você
sabe honrar uma camisa. Obrigado por toda a entrega. Parabéns
pelos seus brilhantes 42 anos e muito sucesso!
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