6 de julho de 2016


      Mês passado conheci um cara genial chamado Zé. Ele, no topo dos seus casi 80 anos, embora jamais tive coragem de perguntar sua idade, adora futebol. Porém, assim como eu, acaba se frustrando de vez em quando. Tive a oportunidade de assistir alguns jogos junto com Zé e sempre que o nível da bola não estava muito bom ele dizia “mas isso é uma pelada braba!”. Strange way how we met, foi quando estive internada no hospital.
      Hoje escrevo esse texto para relembrar o casi tão grande Zé Roberto.
      Zé, strange way how we met, foi naquela decepcionante Copa de 2006. Eu era só uma criança, mas todos diziam que a Copa ia ser legal, que o Brasil ia jogar muito bem, que era uma questão de tempo até o hexa. Não foi bem assim, né Zé? Você estava lá, você sabe. Você lembra. Acho que essa foi a primeira vez que o futebol doeu em mim, não sabia muito bem o que esperar e acabei criando expectativas demais. Que erro. Eu era criança.
      Eu era, cresci. O tempo passou e a gente se reencontrou no Grêmio, Zé. Confesso que minhas expectativas não eram as melhores, ao contrário de anos atrás, mas você conquistou seu lugar. Você me deu mais alegrias no Grêmio do que eu poderia imaginar. Gremista quer amar de corpo inteiro mesmo com a desconfiança. Eu desconfiei, Zé. Depois acreditei completamente. Você não deixou um título, deixou um legado. Sua passagem pelo Grêmio serve de inspiração para aqueles que desejam vestir a camisa tricolor com coração e alma.
      Zé, aqui você brilhou em azul, preto e branco. Sei que continua brilhando, agora com outras cores. O futebol é tão honrado em tê-lo quanto você sabe honrar uma camisa. Obrigado por toda a entrega. Parabéns pelos seus brilhantes 42 anos e muito sucesso!

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