26 de setembro de 2016

Alento

Foto: Fernando Gomes/Agência RBS
Debaixo dessa água imaginária, vivemos o sufocamento que o hiato nos trouxe. Faltaram gols para respirarmos, faltaram vitórias para resistirmos. Não mais seguimos o líder, já que agora quase disputamos o décimo lugar. Como se estivéssemos no fundo de uma piscina, só podemos olhar para cima e imaginar o que há fora do mundo submerso. A superfície é para os campeões e isso faz tempo que não somos.
Velhos caminhos pelos quais um velho mestre nos conduz. Buscando três pontos encontramos aquele gol e assim nos mantivemos. Daqui onde falamos é possível dizer que ainda estamos vivos? Para algumas aventuras é catalepsia, não encontraremos títulos nem ao dormir.
 O pôr do sol de domingo teve um gosto estranho. O que posso querer além disso? Mais do que os jogadores ruins jogando bem, o time unido e todos se esforçando muito? Um pouco cabisbaixa, tento pensar em outra coisa pra afastar essa tristeza e acabo pensando em quarta-feira. É preciso um certo controle emocional ao amar este time.
O Grêmio de trago, alento e amizade está sozinho, nada nas mãos, a cerveja esquentou. Olhos céticos, sem brilho, observando a vontade de ganhar, questionando se somos pragmáticos demais, tentando imaginar onde poderíamos estar agora e responder "o que aconteceu?". É difícil.
Das direções possíveis, agora só podemos olhar para frente. De pés no chão, sem as metáforas, sem as armadilhas imaginárias. Apesar da desilusão e do cansaço, ainda ei de inflar o peito, o amor não acabou. Se olhamos para frente é porque ainda temos gana e ambição, se encontramos nosso caminho então estarei aqui parar ajudar a trilharmos. Há um homem gol que nos guia e a próxima partida será de 180 minutos.

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