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| Foto: ZH Esportes/reprodução |
Ah, a corneta. Num jogo pífio de 1x0 quebra costela, a derrota levou ao sangramento. Os animais enfileirados nas cadeiras para o abate. Marcelo Oliveira acerta o gol, prolongando o sofrimento. Kannemann se tornaria um herói em afirmação? Longe do gol, longe disso. Se não vendeu antes, não vende mais, é a falta de confiança em Marcelo. O homem tornou-se homenzarrão e quando até a esperança sangrava ele nos salvou.
O tema depois da penitência foi esse, o salvamento. Mas salvou de quê? De futuras atuações esdrúxulas de um time em decadência? De um ano sem títulos? Da vergonha?
Renato chega para tapar um buraco dos mesmos passos que construíram erros. A diretoria não quis passar a mão solidária que passamos na cabeça de Róger. Quando faltaram forças ao casi enxadrista, quem deveria lhe dar sustentação falhou.
O clube traiu seu técnico e quem saiu mais machucado? Ao olho fosco que comanda, a pouca procura nos ingressos é a maior ferida. Voltando para casa depois do jogo, em uma conversa franca com aquele que pulsa por essas cores, meu coração torcedor disse que não. Eu sei. Admito, os mais feridos ainda somos nós. Repasso os pênaltis perdidos na cabeça como se fosse saudosista de pesadelos, não sou, é porque dói. Avançamos na Copa do Brasil, mas nessa noite acho que perdemos mais uma vez.

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